4 chaves

Relendo “O livro dos abraços” – Eduando Galeano me vi em diversas passagens. Me transformei em Mario Benedetti. 2014 foi um ano de apostas, de coragem, difícil, de muitas dores, escolhas, aventuras, abandono, perdas e encontros. Vivi de paixões. Errei!? Vivi sem calcular. Perdi a casa, roupas, moveis, medo(?). Ganhei minha mãe de volta. Sobrevivi (como era de costume). 
No mesmo ano, ultimo mês, recebi ajuda de estranhos e novatos. Muito sozinha olhei para o chaveiro com 4 chaves de casas diferentes, mas nenhuma delas era minha. Descobri novos amigos, e um sem saber do outro repetiu o gesto. Não é a primeira vez que acontece. Símbolo de amizade, lealdade, confiança, amor e respeito. Tudo era a “chave”. Que em 2015 eu possa copiar diversas vezes a chave e presentear meus anjos.

“Celebração da Amizade/1”

Nos subúrbios de Havana, chamam o amigo de minha terra ou meu sangue.

Em Caracas, o amigo e minha pada ou minha chave: pada, por causa da padaria, a fonte do bom pão para as fomes da alma, e chave por causa de… 

– Chave, por causa de chave – me conta Mario Benedetti. 

E me conta que quando morava e Buenos Aires, nos tempos do horror, ele usava cinco chaves alheias em seu chaveiro: cinco chaves, de cinco casas, de cinco amigos: as chaves que o salvaram.

O Livro dos Abraços – Eduardo Galeano – pág. 237

__Gabriela Torres

4 de janeiro de 2015 · Rio de Janeiro · 

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